Juventude da periferia de Fortaleza produz hip hop e fotografia em projetos sociais
Jovens reunidos em torno da melodia do Hip Hop, discutindo sobre cultura, educação, economia social e combate à violência.
Jovens reunidos em torno da melodia do Hip Hop, discutindo sobre cultura, educação, economia social e combate à violência. Essa é a proposta do Movimento Hip Hop Organizado – MH2O, ONG que atua no Ceará e em mais 13 estados do país e conta com aproximadamente 6.000 membros em todo o Brasil. No Ceará são cerca de 400 jovens envolvidos diretamente com as ações do MH2O.
Em Fortaleza, a principal ação do MH2O é a Campanha Craques x Crack, de prevenção e combate ao uso do crack pela juventude. A Campanha tem dois eixos: um preventivo, com palestras informativas, e outro com estímulo à prática de esportes e atividades artísticas, com o propósito de se tornar política pública.
Para Rogério Chaves, conhecido como “Babau”, coordenador nacional do MH2O, o Movimento atua como porta voz da juventude excluída que vê o hip hop como uma linguagem, como um canal para dizer o que pensa à sociedade.
O MH2O foi fundado em 1989, no Bairro Conjunto Ceará, na zona oeste de Fortaleza, e rapidamente se espalhou por toda cidade. Em 1998, o Movimento Hip Hop Organizado criou a ONG MH2O e passou a atuar no campo institucional. Atualmente é considerada uma das maiores ONG's do Brasil que desenvolve ações com a juventude. O Movimento tem como princípio atuar junto aos movimentos sociais e populares do País.
Outra iniciativa que trabalha com infância e juventude em Fortaleza é o Serviluz Sem Fronteiras que, mesmo sendo uma Organização Não Governamental (ONG) prefere se identificar como um coletivo de pessoas dispostas a trabalhar pela transformação social. O Serviluz Sem Fronteiras promove uma ação-reflexão da situação social, econômica, cultural e política a que estão submetidos crianças e jovens do bairro Serviluz. Cerca de 120 crianças e adolescentes participam das atividades promovidas pela entidade.
No Serviluz Sem Fronteiras, o principal eixo de trabalho é o Coletivo Fotográfico Ser Ver Luz, composto por crianças e adolescentes que produzem imagens fotográficas do bairro a partir de seu próprio olhar. Outro destaque é a realização de cine clubes nas ruas e becos do bairro. “Sempre procuramos levar o realizador para discutir com a meninada. Procuramos juntar nas exibições as crianças invisíveis, que são segregadas pela sociedade, mas que também são discriminadas na própria comunidade”, afirma Leonardo Sá, educador social do Serviluz Sem Fronteiras.
Para Leonardo o diferencial do Serviluz Sem Fronteiras é que a iniciativa nasceu no próprio bairro, abriu novos horizontes de imaginação e fomenta questionamentos em torno da realidade.
Além do coletivo de fotografia e do cine clube, a ONG oferece oficinas formativas em fotografia, audiovisual, teatro, mídias digitais, música, rodas de leitura, surfe e outras áreas de integração das artes e da cultura como construção da cidadania.
Mais informações:
Movimento Hip Hop Organizado – MH2O
Rogério Chaves (Babau) - coordenador nacional
Fone: (85) 87274876 ou 91066332
Serviluz Sem Fronteiras
Leonardo Sá - educador social
Fones: (85) 99954359 ou 87288087.

