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Visão geral

por Instituto Recriando, organização integrante da Rede ANDI Brasil — 22/12/2008 16:18

Educação para a vida prática, formação cidadã e oferta de atividades para crianças e adolescentes no contra turno da escola. Práticas como essas têm ganhado cada vez mais espaço, contribuindo para as discussões sobre políticas públicas no campo da Educação Integral.

por Oficina de Imagens, organização integrante da Rede ANDI Brasil em Minas Gerais

Mas afinal, o que é Educação Integral? 
 
 
Embora esse debate envolva diferentes visões teóricas e variados projetos políticos, é possível afirmar que a Educação Integral tem relação com a oferta de uma formação o mais “completa possível” para meninos e meninas em idade escolar. É um processo que envolve tanto a ampliação da jornada na escola quanto a promoção de atividades complementares e/ou paralelas às disciplinas tradicionais, com uma maior atenção para desenvolvimento humano e social de crianças e adolescentes.
 


Contextos da Educação Integral
 
 
O interesse pela Educação Integral não é novo, uma vez que iniciativas visando uma educação ampliada já ocorreram em outras épocas. É o caso da Escola Parque nos anos 1950 e 1960, em Salvador e Brasília, ou dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPS) implantados no Rio de Janeiro por Darcy Ribeiro na década de 1980.
 
 
Nos últimos 20 anos, contudo, o tema ganhou maior ênfase, em função do momento vivido pelo país, que apesar da grande expansão quantitativa da educação pública ainda precisa avançar na qualidade do ensino oferecido a meninos e meninas.
 
 
De acordo com dados divulgados em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 97,6% das crianças e adolescentes brasileiros com idade entre 7 a 14 anos frequentam a escola. Não foram vencidos, entretanto, alguns desafios como:
 
 
- A evasão escolar, uma vez que apenas 82,1% dos adolescentes continuam na escola após os 15 anos, segundo dados do IBGE apresentados em 2008;  
 
 
- Os altos índices de repetência escolar, pois, também de acordo de 2008 do IBGE, 27,5% dos estudantes do Ensino Fundamental estão com idade superior à recomendada em até 2 anos; 
 
 
- O analfabetismo funcional, que atinge 15% da população de 15 a 24 anos, segundo dados de 2009 do Indicador de Analfabetismo Funcional; 
 
 
- A necessidade de formação permanente para docentes; 
 
 
- A elaboração de políticas pedagógicas adaptadas aos diferentes contextos do Brasil. 
 
 
Nesse cenário, a proposta de uma formação que considere de forma integral as necessidades de crianças e adolescentes surge como um caminho para enfrentar a evasão escolar e auxiliar na construção de uma educação de qualidade, com a oferta de atividades mais atrativas e a exploração de conteúdos historicamente negligenciados pelo currículo tradicional. 
 
 
A Educação Integral também pode favorecer a geração de renda para famílias em condições de vulnerabilidade, por oferecer locais e atividades adequadas para meninos e meninos, enquanto os adultos trabalham.

 

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